24% da população brasileira é composta por pessoas com deficiência
51,8% da população brasileira é composta por mulheres.
46,8% da população brasileira se declara como parda.
9,4% da população brasileira se declara como preta.
10% (valor estimado) da população brasileira é composta por LGBTQI+

Agora pense nas pessoas a sua volta, em quem você vê na mídia ou em cargos altos. Pesquise pelas pessoas mais influentes ou ricas do país. E reflita: a nossa população está sendo representada?

E no seu local de trabalho? Na sua faculdade?
Tenho certeza de que a conta não vai bater.

Muitas empresas e universidades estão preocupadas em mudar esse cenário. É por isso que atualmente temos processos seletivos buscando apenas profissionais pretos, PCDs, mulheres ou LGBTQI+. E criando comitês de diversidade, fóruns e grupos de apoio para realizar essa reestruturação cultural junto a quem vive na pele todos os dias o preconceito.

Atitudes como essas são necessárias para mostrar empresas realmente dispostas a desenvolver um ambiente mais inclusivo na prática e não só como forma de colher benefícios.

Porque, é claro, a diversidade traz muitos resultados positivos para empresas. Mais engajamento entre os colaboradores, mais mentes com histórias diferentes pensando, inovando, trazendo intervenções criativas = visibilidade no mercado e mais lucro.

Então vamos lá, quais são os dados sobre o mercado de trabalho brasileiro?

Mercado de Trabalho Brasileiro

1. Pessoas com deficiência

Segundo o Censo IBGE, mais de 46 milhões de brasileiros possuem alguma deficiência, correspondendo a 24% da população.  Entretanto, apenas 418 mil (2015) estão inseridos no mercado de trabalho.

Felizmente, esse número vem aumentando, mas a motivação das empresas ainda precisa ser modificada. A pesquisa RAIS afirma que 93,48% das vagas ocupadas por PCDs existem para cumprir a Lei de Cotas* (Lei nº 8.213/91) fiscalizada pelo Ministério do Trabalho. 

*De acordo com a lei, empresas com mais de 100 funcionários precisam reservar de 2 a 5% das vagas para PCDs. 

2. Mulheres

Mulheres representam 51,8% da população brasileira, são a maioria quando o assunto é Ensino Superior – 57,2% das matrículas em cursos de graduação – e, mesmo assim, ocupam apenas 25% dos cargos de liderança no país.

Além disso, segundo o IBGE, em 2019, as mulheres receberam salários 22,3% menores em relação aos homens: média de R$ 2.555,00 vs. média de R$ 1985,00.

3. Pessoas Pardas e Pretas

Já a população autodeclarada como parda e preta corresponde a 56,2% de brasileiros. E, mesmo assim, negros ocupam apenas 4,6% dos cargos de liderança – número ainda menor se pensarmos na porcentagem de mulheres negras ocupando esses cargos.

Outro dado alarmante é a diferença salarial entre pessoas brancas, pardas e pretas: em 2019, brancos receberam em média R$ 2.999,00 contra R$ 1.719,00 (pardos) e R$ 1.673,00 (pretos).


Para se aprofundar no assunto, recomendamos esse TEDx com Lisiane Lemos, líder em diversas iniciativas de diversidade e destaque na Forbes, ela expõe diferentes situações de preconceito em sua vida e a importância da representatividade e da igualdade racial dentro de empresas:

4. LGBTQI+

Uma pesquisa realizada pelo Center for Talent Innovation mostrou que 61% de colaboradores LGBT não são “assumidosno ambiente profissional. Enquanto os outros 49% são, mas fazem algo para modificar seu comportamento.

Essa atitude prejudica tanto as pessoas quanto o clima organizacional, pois elas sentem que não podem ser autênticas. Fato que diminui o engajamento com colegas, aumenta as chances de estresse e de burnout – esgotamento físico e mental intenso.

Como fazer diferente

Falar de diversidade dentro de empresas, é começar falando de números. Tem que ter metas e objetivos, além de usar indicadores e estratégias para atrair e reter talentos. Mas, depois que essa porta de entrada for derrubada, a postura muda e é necessário falar de inclusão.

diferença de inclusao exclusão separação e integraçãoFonte Pequenos Grandes Pensantes

A diversidade e a inclusão precisam ser compromisso de todos. É uma preocupação contínua e que precisa ser reafirmada constantemente na cultura organizacional.

Segundo a pesquisa Woman in Business 2020, “construir um ambiente inclusivo é essencial para atrair e reter os melhores talentos”. A cultura deve fazer com que as pessoas se sintam livres para expressar suas opiniões, cometer erros e compartilhar ideias.


Lohraynne Fernandes

Assessora de Marketing na LEVE Consultoria e Gestão de Projetos

1 comentário

Luiza · 22/07/2020 às 10:56

Pauta abordada muito incrível!

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